terça-feira, 26 de setembro de 2017

10 Fatos da Perfumaria! 5º

                                         Tipos de Perfumes na História

Pode não ser novidade para alguns, mas para muita gente, perfume é apenas aquele frasco com válvula spray para nebulizar alguma fragrância líquida sobre o corpo.
Então, o que mais pode ser perfume se não o frasco spray mencionado, com a fragrância líquida?
O fato de recorrer aos egípcios, os gregos, romanos, indianos, italianos e franceses que se destacaram no desenvolvimento da perfumaria é porque todos contribuíram para o desenvolvimento dos diferentes tipos de perfume, e quando vejo alguma novidade no mercado imediatamente identifico o quanto ele se inspira no que já foi útil ou tendência para atrair mais consumidores, além dos aromas é claro... Aqui não estamos falando da diferença relacionada as graduações dos perfumes como Eau de Parfum, Toillete ou Cologne, mas sim de alguns produtos considerados perfumes ao longo da história.
Várias formas e tipos de perfumes já foram mencionados nos 10 Fatos da Perfumaria, principalmente com os incensos, mas neste vamos mencionar alguns que podem surpreender muita gente, talvez porque nunca usaram como perfume, ou nunca reconheceram como perfume ou até mesmo, nunca viram.


Por falar em história iniciaremos com os bálsamos e pomadas que registram o uso da aromaterapia em épocas que nem se imaginava os óleos essenciais que conhecemos hoje em dia, isso porque eles já eram utilizados medicinalmente. Na Europa meados do sec. XIV um exemplo era o pomander na proteção contra infecções pestilenciosas. 

Eram produtos à base de resinosas menos sólidas, gomas e exsudações vegetais, com variações adicionados a óleos e ceras. E ainda que fossem muito usados em tratamentos de saúde, adorações e curas espirituais, também passaram a ser utilizados como perfumes. Atualmente utilizamos colares aromáticos para obter os benefícios da aromaterapia.


Uma outra opção completamente ligada as pomadas e bálsamos são os perfumes sólidos - estes também podem ser compostos por base resinosas, gomas e exsudações vegetais, óleos vegetais e ceras, sem mencionar os concretos, absolutos e as manteigas advindos de uma tecnologia mais moderna.

Vele lembrar que numa proporção mais sólida do que vimos anteriormente, o perfume sólido tornou-se uma ótima opção

para adornos e jóias perfumadas desde a idade média.

Os perfumes sólidos são uma ótima opção para aqueles que querem avaliar suas notas aromáticas lentamente, pois diferentemente da explosão causada pelos perfumes alcoólicos, os perfumes sólidos englobam as moléculas dos óleos essenciais que transformam junto a pele uma reação odorífera ainda mais viva e gradativa.  





Outra forma interessante de se perfumar foi com talcos, produtos que podem ser obtidos através de diferentes tipos de minerais ou amido, e até hoje é utilizado, principalmente como desodorante... Na história do perfume o uso de pó branco e talcos foram símbolos de nobreza e beleza, tanto na Europa como Oriente, e também foram incorporados às vestimentas, como luvas e as perucas, hoje 
são produtos bem distintos na indústria e bastante polêmicos em relação a segurança de uso devido as composições.

Partindo para outro tipo de perfume, desta vez vamos falar de um produto que hoje em dia é mais comum nas massagens e banhos. 
O óleo vegetal em si nos remete a qualquer composto oleoso que pudesse servir de perfume e que com o tempo passou cada vez mais sendo utilizado na estética corporal e também na alimentação, um exemplo é o óleo de oliva. Sem dúvida os óleos sempre forem o meio pelo qual o aroma de muitas plantas, flores e resinas puderam ser mais facilmente trabalhadas com o propósito perfumático. Em alguns momentos os óleos foram sinônimos de gordura, fermentações, extratos e ceras, todos com a finalidade de compor aromas e servindo como veículo, tanto na medicina, preparados de adoração e beleza. A ideia de usar óleos como perfume ou até mesmo como hidratante nem sempre foi benquista na modernidade, mas com o movimento saúde e verde, hoje em dia, a informação sobre os benefícios dos óleos vegetais tem ajudado a dizimar esse preconceito.
Definindo então um pouco mais o perfume oleoso, não se trata apenas de uma mistura ou sinergia simples, e sim uma composição aromática tal qual um perfume alcoólico, observando as notas dimensionais, famílias olfativas e ou acordes em sua composição.

Falar de perfume por si só envolve um amplo campo de fontes de pesquisa, tempo, tipos e principalmente o que é um perfume, e ainda, sua definição pode nos levar mais longe.

perfume (1551 FCastH)  dicionáriohouaiss
Princ. / Etim. substantivo masculino

1 emanação aromática que exalam certos corpos ou substânciase que é percebida pelos órgãos olfativos dohomem e de certos animaischeiroodor ‹p. das árvoresdas flores
2 aroma que emana de composição ou preparado criado artificialmente ‹um vinho de p. suave
2.1 composição odorífera us. esp. em toalete ‹gostava especialmente dos p. da Dior
2.1.1 p.met. frasco ou recipiente que contém essa composição ‹colocou todos os seus p. sobre a penteadeira
3 substância aromática us. na preparação de iguarias suavescomo licores
4 fig. efeito suaveagradáveldoçura.


 Estes foram alguns tipos de perfumes desenvolvidos na história em diferentes períodos e necessidades... Muito do que a vimos ainda faz parta da @Astralaromas, pois a aromaterapia se desenvolveu, enquanto  os perfumes se industrializaram levando para longe a conexão da natureza com a essência humana.
Quer conhecer perfumes botânicos e o quanto eles podem te beneficiar? LojaAstralaromas  

Adriano Brasil - Perfumista Botânico/Terapeuta Integrativo CRTH 2483
www.perfume.com
www.perfumesociety.org

Book: Aroma- The Cultural History of Smell


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